Verso 1 — ODRACIR (o analista, o protesto, o desconstrutor)
Eu entro no beat como quem invade um sistema,
Desmonto narrativas, corto a mentira ao meio sem pena,
Vejo o mundo por dentro, cada falha, cada esquema,
E se a verdade sangra, eu transformo isso em poema.
Sou protesto vivo, convicção que não vacila,
Psicólogo de rua, leio a dor que ninguém destila,
Odracir não rima leve, rima o peso que te fura,
Sou a voz que te confronta quando a tua voz censura.
Refrão
Odracir desmonta o mundo, Mc:_X vive o que escreve,
Ricardo Ribeiro declama a dor que o tempo tece,
Três vozes na mesma mente, cada uma nunca esquece,
Que a verdade é o meu nome, e no beat ela aparece.
Verso 2 — Mc:_X (o realista, o boom bap, o vivido)
Eu venho do chão, da rua fria, do concreto gasto,
Mc:_X escreve o que vive, não o que soa mais vasto,
A vida ensinou-me a rimar com o peito rasgado,
E cada barra que deixo é um pedaço do meu passado.
Boom bap na veia, cicatrizes no compasso,
Carrego memórias pesadas, mas nunca perco o passo,
A verdade é o meu vício, a realidade o meu laço,
Se a vida me bate, eu devolvo no mesmo espaço.
Refrão
Odracir desmonta o mundo, Mc:_X vive o que escreve,
Ricardo Ribeiro declama a dor que o tempo tece,
Três vozes na mesma mente, cada uma nunca esquece,
Que a verdade é o meu nome, e no beat ela aparece.
Verso 3 — Ricardo Ribeiro (o poeta, o dramático, o filosófico)
Sou o eco das perguntas que ninguém ousa fazer,
Ricardo Ribeiro declama o peso de simplesmente ser,
Entre o caos e o cosmos procuro o meu próprio viver,
E cada verso é uma janela onde deixo a alma arder.
Falo com a sombra, converso com o silêncio,
A poesia é o templo onde o meu espírito é denso,
Sou drama, sou pensamento, sou o instante suspenso,
A palavra é o meu fardo, mas também o que venço.
Refrão Final
Odracir quebra mentiras, Mc:_X rima o que sente,
Ricardo Ribeiro dá alma ao que vive eternamente,
Três nomes, três caminhos, mas um só continente,
A verdade é o meu rosto — e vive em cada mente.
Odracir