[Introdução — Voz grave, lenta e sombria]
No princípio, disseram-te que nasceste para governar...
Disseram-te que o mundo era teu.
Que os outros povos existiam apenas para servir.
E acreditaste.
Construíste o teu trono sobre o medo,
a tua riqueza sobre a miséria,
e a tua glória sobre os corpos daqueles que caíram pelo caminho.
Mudaste de rosto conforme a necessidade.
Sorriste diante do povo...
rezaste diante dos deuses...
e escondeste as tuas verdadeiras intenções atrás do poder.
Mas existe uma verdade que nenhum governante consegue esconder para sempre:
todo império construído sobre cadáveres
um dia será julgado pelos próprios mortos.
Então diga-me, Senhor de Vários Rostos...
quantas vidas vale a tua grandeza?
[Instrumental cresce — entrada do refrão]
Toda grandeza humana vem da morte de outras pessoas...