Tem gestor que demite na primeira falha.
Tem gestor que deixa passar tudo.
Os dois perdem.
O primeiro perde talento. O segundo perde controle.
O Chef fez a terceira coisa: estabelece limite e dá condição.
Aumentou a preparação.
Desmontou o fatiador, montou de novo, até o cara saber operar com segurança.
Por qual motivo?
Porque o rapaz mereceu essa chance. E ele viu.
Esse filme é baseado em uma história real e emocionante.
Aos 15 anos, Saliya sofreu um grave problema ocular que reduziu sua visão a apenas 5%.
Determinado a seguir seu sonho no ramo da hotelaria, ele decidiu esconder sua condição.
Para disfarçar a cegueira, ele contava passos, memorizava a posição de objetos, talheres, garrafas e portas, treinava incansavelmente durante as noites e guiava-se pela audição e pelo tato.
Ele manteve esse segredo durante anos em sua carreira.
O esforço contínuo e a falta de descanso o levaram ao esgotamento físico e mental (burnout e depressão).
Na Unimble, a gente vê empresa perdendo gente boa porque o processo não permite imperfeição.
E outras mantendo gente ruim porque não consegue ter a conversa difícil.
O meio-termo é raro. E é onde o resultado mora.