Dizem que o tempo cura. Mas a verdade é que ele apenas passa. E nós, na tentativa desesperada de ignorar o barulho constante da ampulheta, construímos anestesias perfeitas.
Neste episódio, Tenorio De Melo habita uma pergunta incômoda: o que resta de nós quando a rotina consome tudo?
A gente conversa sobre a sensação de que os dias estão encolhendo, sobre viver empilhado em caixas de concreto, sobre a gentrificação como projeto de apagamento da memória. E sobre a resistência mais silenciosa e mais poderosa que existe: a construção do que a ferrugem e a especulação não podem tocar.
Não tem resposta fácil. Não tem anestesia. Só uma conversa de domingo à noite sobre tempo, presença, e o que realmente importa quando tudo o resto cai.