Uma kizomba moderna sobre voltar a acreditar no amor e descobrir a alegria de ser correspondida.
Com identidade angolana, romance adulto e vontade de dançar, esta música deixa uma frase para levar contigo:
«Agora, amo e sou amada.»
Envia-a a quem te fez voltar a acreditar no amor.
Comecei com três frases: «Eu estive lá. Eu saí de lá. Eu nasci para isso!» Queria escrever uma música afro-romântica moderna e eram essas as palavras que queria manter.
A primeira versão trouxe um encontro e uma dança que se prolongava. «Hoje não vou demorar» acabava por dar lugar a «Ainda é cedo, não vamos embora». Fui encurtando a letra, retirando partes da história e deixando ficar aquilo que tinha vontade de ouvir outra vez.
Mas havia qualquer coisa a disputar espaço com as minhas três frases. «Olha só» e «Agora olha isso» tinham entrado na música e puxavam a atenção para outro lado. Retirei!
Depois apareceu uma dificuldade que ainda não estava resolvida. O refrão falava de um amor de onde eu tinha saído e, logo a seguir, dizia «Amar assim… Eu nasci para isso!». Soava a contradição. Quando tentei mudar para «Hoje és tu que dizes: fica aqui comigo», parecia que era a mesma pessoa que agora vinha atrás de mim.
A tentativa seguinte explicava que aquele amor tinha acabado e outro tinha chegado. Era explicação a mais. Foi então que trouxe a imagem do fundo do poço. O início do refrão encontrou o seu lugar:
«No fundo do poço,
eu estive lá.
Eu saí de lá.
Eu saí de lá!»
Faltava acertar a chegada. Ainda tínha «Agora, contigo, amar e ser amada…». Dei-lhe as palavras que fecharam a música: «Agora, amo e sou amada.»
Composta por Analisa Costa Reis para o projeto Músicas com Alma - Yakuzola.
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