Como a gente sabe que está no caminho certo? Como a gente sabe que é criador?
Neste vídeo, parto de uma fala do Rolandinho em uma entrevista ao Artur Miller para pensar sobre a criação como algo inevitável — uma vontade que permanece mesmo quando o reconhecimento não chega e o caminho se torna difícil.
Falo sobre a busca por permissão externa, o perigo de transformar a arte em produção por produção e a importância de reencontrar o prazer de criar sem pensar o tempo inteiro em curtidas, resultados ou aprovação.
Também reflito sobre o bloqueio criativo e uma ideia que pode parecer dura: muitas vezes, o que chamamos de falta de inspiração é falta de trabalho. A inspiração não cai do céu. Ela aparece enquanto escrevemos, desenhamos, filmamos, tocamos e insistimos.
Talvez a gente não precise forçar a criatividade. Talvez precise apenas vivê-la.
Porque ela está sempre nos esperando: no próximo traço, na próxima palavra, no próximo som.
Eu continuo pensando nisso.