O gatilho característico da talassofobia é olhar para baixo e não ver o fundo. Só que uma piscina funda não costuma provocar a mesma reação — porque você enxerga exatamente onde ela termina. No mar aberto não tem esse limite: não existe lugar nenhum que você possa confirmar, e é exatamente aí que o alarme dispara.
O mecanismo por trás disso é a impossibilidade de detecção: o cérebro trabalha o tempo inteiro montando um mapa de onde as ameaças poderiam estar. No mar profundo, esse mapa simplesmente não pode ser montado — a ameaça pode vir de baixo, de qualquer direção, sem aviso nenhum. Não precisa fazer sentido lógico pra ser capaz de travar o corpo inteiro.
Mais um episódio da série Bizuteca sobre fobias (a mesma que já passou por Tripofobia, Fagofobia e outras).
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